Um inimigo diferente

Salmos: 30. 6. Quanto a mim, dizia eu na minha prosperidade: Jamais serei abalado. – Bíblia JFA Offline

Salmos: 31. 22. Eu dizia no meu espanto: Estou cortado de diante dos teus olhos; não obstante, tu ouviste as minhas súplicas quando eu a ti clamei. – Bíblia JFA Offline

O nosso coração é um dos nossos maiores inimigos. Talvez o maior. Segundo a Palavra, ele é “desesperadamente corrupto”. Um pregador disse uma vez, com muita precisão: “O nosso coração é uma fábrica de ídolos”. E é mesmo, inegavelmente. Não importa o quão maduros somos espiritualmente ou quantas experiências tenhamos vivido com Deus. Basta a conjugação de duas ou três situações e nosso coração já está nos colocando em apuros. Não importa o quanto ele já tenha sido tocado pela presença de Deus, ele continua muitíssimo vulnerável. Mas não é assim que normalmente o vemos. Somos traídos por ele mesmo com a falsa sensação de que estamos seguros em seus anseios, seus sentimentos. Só que ele não é digno da nossa confiança, esta só devemos depositar em Deus e mais nada nem ninguém.

Davi foi um homem segundo o coração de Deus. Naquilo que não pecou, foi um excelente exemplo de servo. No entanto, embora fosse uma bênção nas mãos do Senhor, era homem como todos nós e também carregava um coração corruptível. Em sua belíssima história, Davi lutou muito para alcançar as promessas que um dia Deus lhe havia feito. Nada veio de “mão beijada”. E ele manteve-se fiel a Deus, agindo com prudência até chegar ao trono. Porém, quando Davi conquistou aquilo que Deus lhe prometera, ele falhou, e falhou feio com Deus. Não havia nenhuma desculpa para isso. Não estava na adversidade, não estava esperando por uma promessa, não estava num momento de fraqueza física. Ele falhou com Deus no seu melhor momento, na auge da sua prosperidade, tanto material quanto espiritual. Materialmente, Davi era rei, estava vencendo muitas guerras, conseguindo apoio de outros reis e o respeito dos povos ao seu redor. Sua vida familiar ia de vento em poupa. Espiritualmente, era um instrumento nas mãos do Senhor e tinha acabado de receber do Senhor promessas maravilhosas, que o garantiam no trono de Israel “para sempre”, além de uma vida eterna com Deus.

Nesse momento de prosperidade, ele deixou a prudência que tanto o acompanhou até ali e pecou contra o Senhor. Como explicar? Não havia explicação, senão o fato de seu coração ser um coração humano, corrupto.

Como no primeiro salmo acima, a prosperidade, tanto material quanto espiritual, traz arrogância ao nosso coração. Ela traz a sensação de que somos indestrutíveis, de que chegamos à perfeição e de que estamos totalmente seguros. Talvez tenha sido esta a causa do erro de Davi. Com tantas circunstâncias favoráveis, tantas promessas, ele deve ter pensado que poderia seguir seu coração sem qualquer problema. E assim somos nós também. Quando tudo vai bem, somos tentados a pensar que estamos certos em tudo que dizemos e fazemos e que não precisamos depender da direção do Senhor. Isso é um grande problema.

Mas há outro salmo de Davi que também fala sobre o inimigo que é nosso coração. É o segundo salmo que colecionanos no princípio do post.

Se na prosperidade o coração de Davi lhe falava que ele nunca seria abalado, na adversidade, após seu pecado, seu coração dizia que ele estava excluído da presença de Deus. Perceba que o coração age contra o homem em todas as situações. Primeiro, fazendo-o pecar e, depois, dizendo que ele não teria o perdão.

Quem sabe você que me lê tenha sido enganado por seu coração em sua prosperidade e falhou feio com o Senhor. Pode ser que você esteja pensando que Deus nunca mais irá lhe perdoar, que seus erros são grandes demais e que você está excluído da presença do Senhor para sempre. No entanto, a mensagem que nós temos é a que Davi teve da parte do Senhor: 

não obstante, tu ouviste as minhas súplicas quando eu a ti clamei.”

Deus quer ouvir o seu clamor, o seu pedido de perdão. Quer te perdoar e te dar uma vida nova.

Que possamos desconfiar mais do nosso coração e depender mais de Deus.

3 thoughts on “Um inimigo diferente

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